Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação?

Autores

  • Antoinette Rouvroy
  • Thomas Berns

DOI:

https://doi.org/10.29146/eco-pos.v18i2.2662

Resumo

As novas possibilidades de modelização do real, a partir de algoritmos autodidatas, reordenam as práticas estatísticas modernas e participam da emergência de novas formas de controle. O desenvolvimento de uma governamentalidade algorítmica suscitaria a esperança de libertar-se da subjetividade e pensar os indivíduos pela relação, que se torna o objeto principal de rastreamento e determinação de algoritmos autodidatas. A centralidade da relação para esses modelos faz retornar propostas de filósofos como Simondon e Deleuze e Guattari, para quem a relação levaria a arranjos transindividuais e rizomáticos emancipadores. Apesar das possíveis aproximações, permanecem diferenças fundamentais, que dizem respeito ao papel da “diferença”, da disparidade e da “falha” na criação de novos mundos relacionais.

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Publicado

27-10-2015

Como Citar

Rouvroy, A., & Berns, T. (2015). Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação pela relação?. Revista Eco-Pós, 18(2), 36–56. https://doi.org/10.29146/eco-pos.v18i2.2662