Revista ECO-Pós

A Revista ECO-Pós está aberta a contribuições de pesquisadores da área da Comunicação e afins que estejam empenhados em compreender a vida social a partir da amplitude e da dinâmica do campo da comunicação, que vem alterando sensivelmente: as relações dos indivíduos com o espaço e o tempo; os regimes de verdade; a experiência social do real; as relações entre técnica, humanidade e cultura; os processos cognitivos e os fenômenos perceptivos; os rituais e práticas de rememoração; os regimes discursivos e os modos de subjetivação; a produção social de sentidos e as representações culturais; as configurações identitárias e os estilos de vida; as formas de sociabilidade; os modos de ativismo e participação política; os mecanismos de visibilidade, resistência e poder; as formas de comunidade e de solidariedade; as políticas públicas; os circuitos de produção, distribuição e consumo de bens culturais; as estruturas, os agentes e as regras de funcionamento do campo midiático; o estatuto da imagem; as transformações do espaço e da imagem públicos; as produções artísticas; as configurações estéticas; os sentidos do gosto; o culto, o popular, o massivo e outros sistemas de classificação cultural; os sensos estéticos, éticos e morais; os modos de regulação da vida social; as possibilidades de interações e agenciamentos políticos, afetivos e simbólicos produzidos por diferentes agentes e segmentos sociais; e os processos e fluxos que vêm permitindo a gestão da informação e do conhecimento. Em outras palavras, refletir sobre a complexa realidade atual implica na elaboração de interpretações que levem em conta as mudanças em curso e operem com os processos, tecnologias e circuitos comunicacionais que, cada vez mais, constituem-se nos alicerces do mundo contemporâneo.

Notícias

 

DOSSIÊ: APROPRIAÇÕES E RESSIGNIFICAÇÕES NA ARTE E NO PENSAMENTO (Revista Eco-Pós Vol.24, N. 3)

 

Chamada de Artigos (Call for Papers): Apropriações e ressignificações na arte e no pensamento

Editores convidados: Ciro Lubliner (FFLCH/USP) e Lucas Murari (UFRJ)

Prazo para submissões: 10 de Setembro de 2021
Previsão de publicação
: Dezembro de 2021
Submissão de artigos: revistaecopos.eco.ufrj.br/

A apropriação e a ressignificação dos mais variados signos parece ser intrínseco à criação. Desde épocas em que uma mimesis imperava, a arte e o pensamento já se pautavam na “imitação” da natureza e no aporte a ideias ditas “essenciais” para cada uma de suas atividades criadoras. Foi, no entanto, a partir de uma ruptura com modelos e essencialismos – que deveriam ser necessariamente “copiados”, “representados” –, que se passou a atuar em movimentos efetivamente inventivos de repetição, a saber, na instauração de uma diferença produtora de real.

No caso da arte, e notoriamente nos dias atuais – em que vivemos imersos em uma “cultura remix”, percebe-se como a tomada de signos pode servir para o impulsionamento da realização de obras. Nessa linha apropriacionista, a arte surrupia objetos e materiais não apenas em uma metalinguagem (a arte tomando da arte), mas também de diversos outros campos do saber, carregando e dotando de forças estéticas documentos e registros externos à sua expressão.

Em trabalhos ditos de cunho mais teórico, a apropriação e a ressignificação de noções e conceitos aparece, do mesmo modo, com intensidade e relevância. O labor de pesquisadores, por exemplo, está intimamente ligado a citações, colagens e reinvenções de pensamentos outros. A partir dessas especulações, propomos neste número da Revista Eco-Pós a recepção de artigos, traduções, resenhas e entrevistas que partam da premissa da apropriação e da ressignificação como força motora de ordem crítica e/ou estética, produtora da diferença nos mais diversos campos: artístico, comunicacional, filosófico, literário etc.

 
Publicado: 2021-04-14 Mais...
 

DOSSIÊ: GUERRAS CULTURAIS (Revista Eco-Pós Vol.24, N. 2)

 

Chamada de Artigos (Call for Papers): Guerras Culturais

Editores convidados: Cristina Teixeira Vieira de Melo (UFPE) e Paulo Vaz (UFRJ)

Prazo para submissões:
10 de Junho de 2021
Previsão de publicação
: Setembro de 2021
Submissão de artigos: revistaecopos.eco.ufrj.br/


Em diferentes países do mundo, as guerras culturais se tornaram um elemento essencial da política - e a Comunicação tem desempenhado um papel crucial nesse processo. Surgidas nos Estados Unidos nos anos 1970 em reação às reivindicações das lutas identitárias, elas ganharam força no cenário brasileiro na segunda década do século XXI e passaram a ser elemento visível do jogo político desde a última eleição presidencial.

Hoje, as guerras culturais agendam a discussão social com dois efeitos maiores: promovem uma gestão afetiva da atenção e contribuem ativamente para o processo de polarização nas disputas eleitorais. Os temas que surgem como foco de combate são diversos: raça, religião, sexualidade, gênero, aparência, educação, arte etc. Apesar da heterogeneidade dos assuntos, observa-se um processo de convergência de crenças e atitudes que conformam forças e agrupamentos sociais e políticos com crescente capacidade de intervir no espaço público e influenciar governos. Assim, por exemplo, a valorização da ditadura militar pode alinhar-se à rejeição ao aquecimento global, à revolta contra a quarentena e à defesa da vida dos movimentos antiaborto, com a adesão a uma favorecendo a adesão às outras e, assim, homogeneizando relativamente o conjunto que se torna lugar de identidade social polarizada.           

A proposta do dossiê, é reunir artigos que pensem a cultura como território de disputa e suas implicações políticas na contemporaneidade.

 
Publicado: 2021-03-22 Mais...
 
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v. 23, n. 3 (2020): Crise, Feminismos e Comunicação


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