Anjos, putas, bichas e a pornoliturgia punk de Bruce LaBruce sentam num bar
DOI:
https://doi.org/10.29146/eco-ps.v28i2.28606Palavras-chave:
Bruce LaBruce, Queercore, Punk, Queer CinemaResumo
Bruce LaBruce me perguntou o que o cartaz de The Visitor (2025) me disse e a partir deste encontro, entre pés e Passolini, encontrei uma cena queercore de uma Toronto punk no final dos anos 80. Em uma entrevista com o diretor canadense, dialogamos sobre anarquismo, pornografia e cinema pela beira de um passado noturno de bares lésbicos e festas de couro onde anjos, bichas, putas, misândricas, skinheads, zumbis, motoqueiros, ex-presidiários e todo um proletariado refazem um mundo pornolitúrgico que coloca o enlatado de Warhol como sopa a ser servida no escuro do darkroom. Se houver um apocalipse queer, Bruce LaBruce será o profeta de uma nova verdade que nunca existiu sobre o sexo.
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Referências
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