Carlos Fonseca e o cinema conservador carioca

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DOI:

https://doi.org/10.29146/eco-pos.v23i1.27548

Resumo

O artigo aborda a trajetória atualmente desconhecida de Carlos do Amaral Fonseca (1930-2006), crítico, produtor e gestor, que participou da criação da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, trabalhou no Instituto Nacional de Cinema, foi crítico de cinema em diversos jornais e revistas, e produziu longas e curtas-metragens entre os anos 1960 e 1970.  A partir do estudo da documentação de seu acervo pessoal e entrevistas com seus conhecidos, propomos compreender a carreira de Fonseca integrada ao grupo que chamamos de “cinema conservador carioca”, atuante principalmente entre os anos 1950 e 1970. Nesse sentido, revisitamos a oposição nacionalistas versus universalistas, proposta por Ortiz Ramos (1983), já revisada por outros autores (Johnson 1987, Simis, 1996, Melo, 2016), mas sugerindo uma abordagem mais detalhada na análise das polarizações estéticas e políticas da corporação cinematográfica brasileira.

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Biografia do Autor

Rafael de Luna Freire, Universidade Federal Fluminense

Professor no Departamento de Cinema e Vídeo e no Programa de Pós-graduação em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal Fluminense (UFF). Atua nas áreas de história do cinema brasileiro, preservação audiovisual e tecnologia das imagens e movimentos. Coordena o Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual (LUPA-UFF).

Natália Teles Silva Fróes, Universidade Federal Fluminense

Bacharelanda na Universidade Federal Fluminense em Cinema e Audiovisual. Como bolsista, trabalhou na catalogação de documentos do Acervo Carlos Fonseca no Museu de Arte Moderna (MAM-RJ) de Agosto-2018 a Julho-2019.

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Publicado

2020-08-08

Como Citar

Freire, R. de L., & Fróes, N. T. S. (2020). Carlos Fonseca e o cinema conservador carioca. Revista ECO-Pós, 23(1), 460–483. https://doi.org/10.29146/eco-pos.v23i1.27548