Uma etnografia sobre desconexão voluntária:

motivações e estratégias para desconectar

Autores

Palavras-chave:

Culturas Digitais, Detox Digital, Etnografia, Etnografia para Internet

Resumo

As narrativas ao redor do consumo das tecnologias são marcadas por ambivalências que encaram as mídias digitais como benéficas e prejudiciais. Diante disso, movimentos contemporâneos como a desconexão voluntária apresentam-se como capazes de equilibrar o consumo de redes sociais e smartphones. Logo, a partir de uma etnografia para internet (Hine, 2015), este estudo objetiva identificar e analisar os principais motivadores para o exercício de desconexão digital voluntária e suas imbricações na realidade de um grupo de participantes. Para isso, o estudo traz novas perspectivas para as três razões para estar desconectado identificadas no trabalho de Trine Syvertsen (2020), sendo estas a presença, a produtividade e a privacidade. Por fim, o trabalho de campo, ainda em desenvolvimento, revela uma trama de experiências heterogêneas que são marcadas na realidade de cada participante, além de um conjunto de estratégias para a manutenção do bem-estar dos indivíduos que buscam estar desconectados.

 

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Biografia do Autor

Sandra Rubia da Silva, Universidade Federal de Santa Maria

Professora Associada do Departamento de Ciências da Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (POSCOM/UFSM). Mestre em Comunicação e Informação (UFRGS) e Doutora em Antropologia Social (UFSC), com estágio de doutorado-sanduíche no University College London (UCL), instituição fundadora da University of London, sob orientação do prof. Daniel Miller. Sua tese, que foi orientada pela Profa. Dra. Carmen Rial, investiga, a partir de uma abordagem antropológica, as estratégias de apropriação e as práticas socioculturais relacionadas ao consumo de telefones celulares em periferias urbanas. Foi professora no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagens da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), onde orientou três dissertações de mestrado. Ganhadora da quarta edição do Concurso Jóvenes Investigadores (2010) promovido pela rede DIRSI ? Diálogo Regional Sobre la Sociedad de la Información, foi contemplada com a bolsa de pesquisa Amy Mahan Young Researcher Fellowship in ICT Inclusion Policies pelo IDRC - International Development Research Centre, do Canadá. Foi membro de comissão julgadora, por duas edições, do GSM Global Mobile Awards, promovido pela GSM Association (Londres) na categoria Mobile Use for Social and Economic Development. Atualmente é membro do corpo docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria. Desde 2010, já concluiu a orientação de doze dissertações de mestrado e quatro teses de doutorado, além da supervisão de dois estágios de pós-doutoramento. É líder do Grupo de Pesquisa Consumo e Culturas Digitais (UFSM/CNPq). Como gestora, ocupou os cargos de Chefe do Departamento de Ciências da Comunicação (2014-2016); presidente do Comitê de Pesquisa do CCSH/UFSM (2015-2016); conselheira (2014 - 2016 e novamente 2019 - 2021) do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH/UFSM) vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (2017-2019) e membro do Comitê Assessor da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa - PRPGP/UFSM (2017 - 2020). Foi coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (conceito CAPES 5) da Universidade Federal de Santa Maria (Gestão 2019-2021).Seus interesses de pesquisa e áreas de atuação incluem culturas digitais e tecnodiversidade; inclusão digital; antropologia do consumo; estudos em marketing, empreendedorismo social; transformação digital e inovação; cultura brasileira; cultura material e globalização.

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Publicado

2022-12-18

Como Citar

Álvares da Trindade, T., & da Silva, S. R. (2022). Uma etnografia sobre desconexão voluntária:: motivações e estratégias para desconectar. Revista Eco-Pós, 25(3), 18–39. Recuperado de https://revistaecopos.eco.ufrj.br/eco_pos/article/view/27924