Glitch de Superfície

Da emersão de modos de ser da Glitch Art

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29146/ecopos.v24i3.27765

Palavras-chave:

Glitch Art, Glitch de Superfície, Arte Digital, Estética do Erro, Apropriação

Resumo

O presente artigo, num primeiro movimento, explora reflexões, conceituações e categorizações realizadas por autores como Moradi (2004), Menkman (2011) e Stearns (2012) acerca da Glitch Art – gênero de arte digital que explora o erro tecnológico. Em seguida, de maneira mais específica, a partir da compreensão de duas categorias da Glitch Art propostas por Moradi (2004) – Pure Glitch e Glitch Alike – propõe-se uma terceira categoria, que denominamos Glitch de Superfície, que aparece à luz do desenvolvimento das tecnologias e dos softwares e aplicativos de edição de mídias digitais, como imagens, vídeos e textos. A concepção de “superfície” está atrelada à noção de que tais aplicativos, ao simularem o erro digital contido dentro da máquina, transportam-no para a sua camada mais extrema: a superfície da imagem. Por fim, busca-se refletir sobre as reverberações desta categoria artístico-estética proposta, em seu caráter social, político, cultural e econômico.

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Biografia do Autor

Emmanoel Ferreira, Universidade Federal Fluminense

Professor Associado do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense. Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense.

Gisele Delatorre, Universidade Federal Fluminense

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade Federal Fluminense. Bacharel em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense.

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Publicado

2021-12-20

Como Citar

Ferreira, E., & Delatorre, G. (2021). Glitch de Superfície: Da emersão de modos de ser da Glitch Art. Revista Eco-Pós, 24(3), 246–266. https://doi.org/10.29146/ecopos.v24i3.27765