Para (Des)apropriar e (Res)significar

Da comunicação como (in)completude

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29146/ecopos.v24i3.27742

Palavras-chave:

Comunicação poética, Incompletude, Comunhão

Resumo

Neste ensaio, a partir de uma reflexão sobre a comunicação poética, pensamos a comunicação como campo da incompletude, destacando essa compreensão como parte integrante  da ideia da comunicação como comunhão. Conjecturamos que a comunicação poética caracteriza-se como um processo que se realiza a partir de movimentos de des(apropriação) e de res(significação) de linguagens e sentidos. Para tanto, tecemos diálogos a partir de Vilém Flusser, Iuri Lotman, Vicente Romano, Oswald de Andrade, entre outros.

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Biografia do Autor

Tadeu Rodrigues Iuama, Universidade de Sorocaba

Doutor em Comunicação (UNIP), Mestre em Comunicação e Cultura (UNISO), Pós-doutorando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura (UNISO).

Isabella Pichiguelli, Universidade de Sorocaba

Doutoranda em Comunicação e Cultura pela Universidade de Sorocaba. Mestra em Comunicação e Cultura pela Universidade de Sorocaba. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI/Uniso/CNPq) e do Grupo de Estudos em Mídia, Religião e Cultura (MIRE/Intercom). 

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Publicado

2021-12-20

Como Citar

Silva, M. C., Iuama, T., & Pichiguelli, I. (2021). Para (Des)apropriar e (Res)significar: Da comunicação como (in)completude. Revista Eco-Pós, 24(3), 267–284. https://doi.org/10.29146/ecopos.v24i3.27742