O ator estrutural no cinema experimental

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29146/ecopos.v24i1.27654

Resumo

Nos filmes fora do enquadre do que se convencionou chamar de arte cinematográfica clássica, prosperou um tipo de manifestação do jogo do ator que preconizava a exposição de suas técnicas de preparação e/ou do ensaio filmado em detrimento de seu aspecto finalizado. Este trabalho descreve como o ator estrutural, na história e geografia dos cinemas experimentais e modernos, deslocou para outros campos de influência a relação de ambiguidade do mecanismo de identificação no jogo do ator e a dialética como função da obra de arte. Para isto, sustenta que houve uma pregnante leva de atores e atrizes que subverteu os princípios do jogo naturalista no âmbito da arquitetura fílmica, no desenvolvimento do tempo e na grafia do corpo do ator no cinema.

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Biografia do Autor

Sandro de Oliveira, Universidade Estadual de Goiás (UEG)

Professor de história do cinema e linguagens audiovisuais no Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Goiânia - Laranjeiras. Doutor em multimeios pela Universidade de Campinas (Unicamp). Membro dos grupos de pesquisa CRIA (Centro de Realização e Investigação Audiovisual) e GEAs (Grupo de Estudos do Ator no Audiovisuais) e ACCRA (Approches Contemporaines de la Création et de la Réflexion Artistiques - Université d'Estrasbourg - França)

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Publicado

2021-09-14

Como Citar

de Oliveira, S. (2021). O ator estrutural no cinema experimental. Revista Eco-Pós, 24(1), 213–234. https://doi.org/10.29146/ecopos.v24i1.27654

Edição

Seção

Perspectivas