O que é uma comunidade de cinema?

Autores

  • César Geraldo Guimarães Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.29146/eco-pos.v18i1.1955

Resumo

A partir da caracterização  da comunidade désÅ“uvré (inoperante ou inativa), feita por Jean-Luc Nancy, este artigo discute como o cinema contemporâneo tem imaginado outras formas de criar a vida em comum, ao inventar -- com a especificidade de seus recursos expressivos -- cenas de dissenso que perturbam o sensível partilhado pelos que vivem junto (segundo a perspectiva de Jacques Rancière). O advento da comunidade como invenção do comum só pode se dar sob o modo da aparição inesperada de formas cinematográficas sempre por criar, indeterminadas e indetermináveis, como demonstramos ao comentar o filme Nossa música (2004), de Jean-Luc Godard.  

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

César Geraldo Guimarães, Universidade Federal de Minas Gerais

possui graduação em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Minas Gerais (1988), doutorado em Estudos Literários (Literatura Comparada) pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995) e pós-doutorado pela Universidade Paris 8 (2002). Atualmente é Professor Associado da Universidade Federal de Minas Gerais, integrante do corpo pemanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da FAFICH-UFMG, pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e colaborador da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teorias da Imagem, atuando principalmente nos seguintes temas: cinema moderno (ficção e documentário) e experiência estética. Editor da revista Devires: Cinema e Humanidades.

Referências

BLANCHOT, Maurice. A conversa infinita. A palavra plural. São Paulo: Escuta, 2001.

COMOLLI, Jean-Louis. Corps et cadre. Cinema, éthique, politique. Lagrasse: Verdier, 2012.

GUIMARÃES, César. O projetor e os ícones in: COUTINHO, Mário Alves, SOUTO MAYOR, Ana Lúcia (org). Godard e a educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

GUIMARÃES, César; GUIMARÃES, Victor. “Da política no documentário às políticas do documentário: notas para uma perspectiva de análise”. Galáxia n. 22, dez, 2011.

LÉVINAS, Emmanuel. Entre nós. Ensaios sobre a alteridade. Petrópolis: Vozes, 2004

MONDZAIN, Marie-José (org). Voir ensemble. Paris: Gallimard, 2003.

MONDZAIN, Marie-José. Nada Tudo Qualquer coisa. Ou a arte das imagens como poder de transformação. In: SILVA, Rodrigo; NAZARÉ, Leonor (org). A república por vir. Arte, Política e Pensamento para o século XXI. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian: 2011.

NANCY, Jean-Luc. La création du monde ou la mondialisation. Paris: Galilée, 2002.

NANCY, Jean-Luc. La communauté désÅ“uvré. Paris: Christian Bourgois, 2004.

PIGNON-ERNEST, Ernest. Face aux murs. Paris: Delpire, 2010.

PONTBRIAND, Chantal; NANCY, Jean-Luc. Conversação. Revista do Programa em artes visuais. Trad. Gisele Ribeiro e Glória Ferreira. Salvador/EBA &Rio de Janeiro/UFRJ, anoVIII, n.8, 2001.

RANCIÈRE, Jacques. Entrevista realizada por Sophie Charlin, Stéphane Delorme et Matthias Lavin. Balthazar, n° 4, été 2001.

RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível. São Paulo: Exo experimental org./Ed. 34, 2005.

RANCIÈRE, Jacques. A estética como política. Devires: Cinema e Humanidades, v. 7, n.2, dez. 2010.

RANCIÈRE, Jacques. As distâncias do cinema. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.

SILVA, Rodrigo. Apresentação (elegia do comum). In: SILVA, Rodrigo; NAZARÉ, Leonor (org). A república por vir. Arte, Política e Pensamento para o século XXI. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2011.

Downloads

Publicado

2015-07-20

Como Citar

Guimarães, C. G. (2015). O que é uma comunidade de cinema?. Revista Eco-Pós, 18(1), 45–56. https://doi.org/10.29146/eco-pos.v18i1.1955