O ruir da cidade: O que resta da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro

Autores

  • Erica Franceschini Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Tania Mara Galli Fonseca Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.29146/eco-pos.v21i3.12405

Resumo

Através desta escrita, buscamos realizar um encontro entre a cidade e suas recordações, a partir da compreensão de que recordar está ligado a uma perda, enquanto o procedimento de armazenar permite recuperar as informações em sua totalidade. Cremos, por conseguinte, que a cidade incide como uma espécie de espaço de recordação, na qual operamos novas visualidades quando coadunamos as imagens com os fragmentos de sua ruína, produzindo um deslocamento e um entrecruzamento de paisagens inéditas. Buscamos, outrossim, relacionar a cidade intensiva e plural, com a experiência da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro de Porto Alegre (RS), uma vez que a Oficina opera como um meio de passagem que permite, através da arte, apropriar-se dos destroços, inventando novos modos de percorrer a cidade, bem como, de vê-la e habitá-la junto às suas sobrevivências.

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Biografia do Autor

Erica Franceschini, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Psicóloga, Especialista em Metodologia de Trabalho com Famílias e Mestranda em Psicologia Social e Institucional pela UFRGS

Tania Mara Galli Fonseca, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Professora Titular do Instituto de Psicologia, Professora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional da UFRGS, coordenadora da Coleção Cartografias, autora de livros e artigos da área.

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Publicado

2018-12-26

Como Citar

Franceschini, E., & Fonseca, T. M. G. (2018). O ruir da cidade: O que resta da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Revista Eco-Pós, 21(3), 233_246. https://doi.org/10.29146/eco-pos.v21i3.12405

Edição

Seção

Perspectivas