Existe vida após o capital?

O marxismo vulgar de McKenzie Wark

Autores

  • Henry Fragel UFRJ

DOI:

https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i1.28670

Palavras-chave:

McKenzie Wark, marxismo, capitalismo, vetorialismo, informação

Resumo

McKenzie Wark propõe uma nova linguagem para falar sobre os antagonismos de classe na contemporaneidade. Assim como a classe capitalista triunfou sobre a latifundiária — e ambas constituíram estratos de classes dominantes —, a classe vetorialista supera a capitalista e utiliza-se da assimetria de informação para organizar as forças produtivas. Contraparte, a classe hacker, consiste em cientistas, criativos, programadores e designers que trabalham de forma atomizada e mediada por algoritmos para preservar a centralidade do código proprietário que enriquece os CEOs das empresas de tecnologia. A autora se propõe a fazer um détournement da obra de Marx para fundamentar uma crítica da atuação intelectual, científica e política dos principais autores da tradição marxista. Como resultado, origina-se um livro ousado que discute o papel da tecnologia, da cultura e dos modos de vida na resistência à mercantilização da informação.

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Referências

WARK, McKenzie. O capital está morto: o último suspiro do capitalismo. Tradução de Dafne Melo. São Paulo: Editora Funilaria e sobinfluência edições, 2022.

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Publicado

22-08-2026

Como Citar

Fragel, H. (2026). Existe vida após o capital? O marxismo vulgar de McKenzie Wark. Revista Eco-Pós, 29(1), 417–426. https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i1.28670