Nem inteligente, nem artificial

o contra-atlas da IA de Kate Crawford

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i1.28667

Palavras-chave:

Inteligência artificial, Algoritmos, Extrativismo, Materialidade

Resumo

Esta resenha analisa o livro Atlas da IA: poder, política e os custos planetários da inteligência artificial (2025), de Kate Crawford. Estruturada como uma cartografia crítica, a obra mapeia diferentes componentes e escalas da IA — da infraestrutura material (extração de recursos, trabalho precarizado e captura de dados) às bases epistemológicas problemáticas que a sustentam. Nesse percurso que articula materialidade e poder, Crawford contesta os discursos hegemônicos que apresentam a inteligência artificial como uma força mágica, desencarnada e inevitável.

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Biografia do Autor

Helena Strecker, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutoranda e mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pesquisadora do MediaLab.UFRJ e bolsista CAPES. Graduada em Psicologia pela mesma instituição (2022). Pesquisa as relações entre tecnologia e subjetividade, com foco em algoritmos, sistemas de recomendação e de inteligência artificial.

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Publicado

22-08-2026

Como Citar

Strecker , H. (2026). Nem inteligente, nem artificial: o contra-atlas da IA de Kate Crawford. Revista Eco-Pós, 29(1), 396–405. https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i1.28667