Da nuvem de dados à terra ameaçada
uma ecologia crítica da inteligência artificial?
DOI:
https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i1.28659Palavras-chave:
inteligência artificial, Crise climática, ecologia, subjetividadeResumo
O ensaio explora condições de possibilidade de uma ecologia crítica em relação à inteligência artificial. Ressalta-se o imaginário dominante sobre a IA, suas representações desmaterializadas, desencarnadas, vinculadas à lógica empresarial. Na análise de imagens e discursos midiáticos, evidencia-se a redução da inteligência ao processamento cerebral e à lógica de dados, apagando suas dimensões corporais, históricas e vitais. Ao problematizar a lógica extrativista, o artigo destaca os custos materiais e ambientais da IA, como o consumo intensivo de água e energia, cinicamente negados ou minimizados por CEOs de empresas de tecnologia. Por fim, articula perspectivas ético-políticas como a ecosofia (Guattari), a ecologia decolonial (Ferdinand), futuro ancestral (Krenak) e propostas tecnopolíticas feministas (Bruno). Tais perspectivas inspiradoras são acionadas como alternativas às relações entre tecnologia, corpo e Terra, orientadas por vínculos de cuidado, desaceleração e afeto.
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