A inteligência artificial não é imaterial: infraestruturas digitais, extrativismo de dados e implicações socioambientais na educação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i1.28644

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Materialidade Digital, Extrativismo de Dados, Justiça Socioambiental, Educação Ambiental Crítica

Resumo

A inteligência artificial (IA) tem sido frequentemente representada como uma tecnologia imaterial, associada à virtualidade e à eficiência algorítmica. No entanto, essa percepção oculta as bases materiais que sustentam seu funcionamento, ancoradas em infraestruturas físicas, processos extrativos e dinâmicas socioambientais. Este artigo analisa criticamente a materialidade da IA e suas implicações socioambientais e educacionais. A partir de abordagem qualitativa e teórico-analítica, fundamentada na ecologia política e nos estudos críticos da tecnologia, argumenta-se que a IA constitui um sistema sociotécnico baseado na extração de recursos, consumo energético, exploração de trabalho e apropriação de dados. Ao tensionar a narrativa da imaterialidade, evidencia-se a IA como nova fronteira do extrativismo contemporâneo. Conclui-se que reconhecer sua materialidade é fundamental para práticas educativas comprometidas com a justiça socioambiental.

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Biografia do Autor

Márcio Silveira Nascimento, Instituto Federal do Amazonas - IFAM

Doutorando e Mestre em Ensino Tecnológico pelo Instituto Federal do Amazonas (IFAM). Especialista em Docência para a Educação Profissional e Tecnológica pelo Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e Graduado em Geografia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Pesquisador dos Grupos de Pesquisa do CNPq: Utilização de Recursos Naturais Amazônicos no Processo de Ensino e Aprendizagem (URNAE/IFAM) e Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Públicas e Formação de Profissionais da Educação (GEPPFOR/UFV). Professor da Educação Básica da Rede Estadual de Ensino do Amazonas.

Rita Márcia Andrade Vaz de Mello, Universidade Federal de Viçosa - UFV

Doutora em Educação (UFMG). Professora Titular da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Pós-Doutora pela Université Paris Descartes (Sorbonne). Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Públicas e Formação de Profissionais da Educação (GEPPFOR/UFV).

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Publicado

22-08-2026

Como Citar

Silveira Nascimento, M., & Andrade Vaz de Mello, R. M. (2026). A inteligência artificial não é imaterial: infraestruturas digitais, extrativismo de dados e implicações socioambientais na educação. Revista Eco-Pós, 29(1), 158–177. https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i1.28644