Capitaloceno e a cibernética como destino

Inteligência artificial e a desintoxicação decolonial

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i1.28587

Palavras-chave:

cibernética, inteligência artificial, Capitaloceno, governamentalidade, crítica decolonial

Resumo

Este artigo propõe uma leitura crítica da inteligência artificial como expressão contemporânea da racionalidade cibernética, consolidada no Capitaloceno como regime técnico que converte a vida em fluxos de cálculo, predição e controle. A cibernética é discutida como ruptura epistemológica que dissolveu a separação entre sujeito e sistema, instaurando novas formas de regulação e poder. A IA aparece como culminância desse processo, operando como dispositivo algorítmico de captura da experiência e de automação da governamentalidade. Contra essa destinação, afirma-se a necessidade de desintoxicar a cibernética, entendendo a técnica como pharmakon e reorientando-a politicamente sob o horizonte do giro decolonial. Essa desintoxicação implica romper com o universalismo moderno e reinscrever a técnica em ecologias pluriversais capazes de enfrentar a violência epistêmica e a homogeneização capitalística, abrindo espaço a outras racionalidades e modos de existência.

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Biografia do Autor

Carlos Eduardo Souza Aguiar, UNESP

Doutor em Sociologia pela Université Sorbonne Paris Cité. Mestre em Ciências da Comunicação, Universidade de São Paulo (USP). Especialista em Ciências da Religião, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Graduado em Comunicação Social, Filosofia e Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP).   Docente Assistente do Departamento de Ciências Humanas da Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design da Universidade Estadual Paulista (FAAC/Unesp).

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Publicado

22-08-2026

Como Citar

Souza Aguiar, C. E. (2026). Capitaloceno e a cibernética como destino: Inteligência artificial e a desintoxicação decolonial. Revista Eco-Pós, 29(1), 91–109. https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i1.28587