Pandemia na TV

Os 100 mil mortos por covid-19 pelas lentes do Jornal Nacional e do Jornal da Record

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i2.28574

Palavras-chave:

covid-19, jornal nalcional, jornal da record, análise de conteúdo, divulgação científica

Resumo

Esta pesquisa comparou a cobertura da pandemia da Covid-19 nos dois maiores telejornais da televisão aberta brasileira, o Jornal Nacional e o Jornal da Record, no dia 8 de agosto de 2020, quando o país atingiu a marca de 100 mil óbitos pela doença. Foi utilizado um protocolo de análise de conteúdo que possibilitou a identificação de quatro enquadramentos narrativos distintos nas reportagens: científico, de políticas públicas, de impactos econômicos e sociais e de personificação. Concluiu-se que ambos os jornais recorreram com frequência ao enquadramento de personificação. Porém, enquanto o Jornal Nacional explorou narrativas trágicas, associando explicações científicas e críticas ao governo federal por um enfoque científico e de políticas públicas, o Jornal da Record focou em aspectos econômicos e sociais a partir de um tom mais ameno, relativizando os danos da pandemia.

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Biografia do Autor

Paulo Rogerio Abrão Mileo Junior, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorando do Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Saúde (PPGECS), do Instituto Nutes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Bacharel em Química pela Universidade Federal do Paraná e mestre em Ciências, em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É especialista em Divulgação e Popularização da Ciência pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e em Ações Poéticas e Educacionais na Contemporaneidade pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Pesquisa relações entre educação do Campo, pedagogia da alternância e Agroecologia. Atua na intersecção entre ciência, arte e educação, tendo co-dirigido os curtas-metragens "Animais Noturnos" (2024) e "Interior, dia" (2025), em circulação em festivais de cinema. 

Vanessa Brasil de Carvalho, Fiocruz

Doutora pelo Programa de Educação, Gestão e Difusão em Biociências, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2018). Possui Mestrado em Comunicação, Cultura e Amazônia pela Universidade Federal do Pará (2013), onde também cursou Comunicação Social- Jornalismo (2010). Desenvolveu pesquisa de pós-doutorado em três ocasiões, sendo duas pela Fundação Oswaldo Cruz e uma pelo programa CAPES-COFECUB na Universidade de Paris VIII. Hoje, atua em pesquisas na área de Comunicação, Divulgação e Popularização da Ciência relacionadas aos temas de percepção pública da ciência, representação social da ciência, controvérsias científicas, desinformação e fake news. É também pesquisadora do INCT - Comunicação Pública em Ciência e Tecnologia e pesquisadora colaboradora do Núcleo de Estudos de Divulgação Científica do Museu da Vida Fiocruz, na Fundação Oswaldo Cruz.

Marina Ramalho e Silva, Fundação Oswaldo Cruz

Marina Ramalho é formada em Jornalismo (UFRJ), tem doutorado em Educação, Gestão e Difusão em Biociências (UFRJ), é pesquisadora do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica, do Museu da Vida Fiocruz (Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz) e é coordenadora do programa de pós-graduação em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde (Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz).

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Publicado

03-10-2026

Como Citar

Abrão Mileo Junior, P. R., Brasil de Carvalho, V., & Ramalho e Silva, M. (2026). Pandemia na TV: Os 100 mil mortos por covid-19 pelas lentes do Jornal Nacional e do Jornal da Record . Revista Eco-Pós, 29(2), 408–431. https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i2.28574