Malcolm McLaren, Duck Rock e a world music
samplers, enquadramentos estéticos e resistências contracoloniais
DOI:
https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i2.28537Palavras-chave:
Duck Rock, world music, contracolonialidadeResumo
O presente trabalho parte de uma observação empírica do álbum Duck rock (1983), de Malcolm McLaren, para repensar o período do chamado pós-punk e a ascensão do termo world music. Busca-se compreender, a partir dos sampleamentos utilizados por McLaren, as tensões estético-políticas em jogo nos processos de posicionamento do disco para certos nichos mercadológicos, que colocam as sonoridades do Sul Global em um lugar imaginado como homogêneo. Em outra frente, analisamos como a circularidade presente em expressões musicais do Sul Global aciona processos contracoloniais e significações diferenciais que escapam à categorização ocidental. A base teórica e conceitual lança mão da Semiótica da Cultura para compreender os sentidos emergentes de fronteiras culturais, somada à noção de materialidades da comunicação, em busca de um olhar arqueológico e crítico sobre as práticas mais recorrentes de apropriação e categorização da música nas mídias.
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