A guerra ensinada
estratégias discursivas do jornalismo infantojuvenil brasileiro na cobertura sobre o conflito no Oriente Médio
DOI:
https://doi.org/10.29146/eco-ps.v29i1.28453Palavras-chave:
Jornalismo infantojuvenil, Guerra Israel-Hamas, EducaçãoResumo
Este artigo tem como objetivo identificar as estratégias discursivas utilizadas por veículos infantojuvenis brasileiros na cobertura do mais recente conflito entre Israel e Hamas/Palestina. Como são utilizados em escolas, esses periódicos propõem linhas de compreensão que podem influenciar o modo como as crianças entendem a guerra. Por isso, analisamos o conteúdo produzido sobre a temática em outubro e novembro de 2023 por Jornal da Criança, jornal Joca e revista Qualé logo após o início do conflito. Como principal resultado, vemos que a cobertura dá ênfase à ideia de paz, tratando as contradições que envolvem a situação de modo simplificado, em nome de suposta neutralidade. Os veículos também deixam de abordar profundamente as angústias dos leitores em relação ao sofrimento das pessoas, sobretudo o de outras crianças, geradas pela explosão de imagens sobre a guerra em outros meios.
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